Jovens
Expostos à desinformação, ao discurso de ódio, à cultura digital precoce e ao incentivo ao consumo.
A Curto Circuito é uma empresa de impacto social que promove educação midiática no Brasil.
Letramento digital é compreender criticamente os ambientes digitais e desenvolver habilidades para agir neles de forma consciente e autônoma. A educação midiática é parte desse processo: envolve interpretar linguagens e discursos da internet, identificar desinformação, discursos de ódio e outras formas de violência.
Na Curto Circuito, desenvolvemos ações de Letramento Digital a partir de uma abordagem antidiscriminatória, que reconhece as diferentes trajetórias e condições de acesso à tecnologia. Analisamos os conteúdos e as dinâmicas digitais considerando como gênero, raça, sexualidade, território e idade atravessam as experiências de cada pessoa no digital.
Expostos à desinformação, ao discurso de ódio, à cultura digital precoce e ao incentivo ao consumo.
O grupo mais atingido pela exclusão digital, por golpes e por fraudes.
Produzimos cartilhas, guias, tutoriais e jogos de aprendizagem. Realizamos oficinas, cursos e palestras, presenciais e on-line, com sindicatos, organizações do terceiro setor, projetos sociais e governos. Nossas atividades já chegaram à periferia de Curitiba, ao Vale do Ribeira, a Teresina, a Belém e a Natal.
São três anos de atuação em letramento digital e educação midiática. A equipe, formada por educadores e pesquisadores das Ciências Humanas, passou dois anos no Laboratório de Cultura Digital (LabCD/UFPR), do Ministério da Cultura. Criamos metodologias, cartilhas, cursos e oficinas para agentes culturais e organizações da sociedade civil e formamos professores da educação básica em parceria com a Secretaria de Comunicação do Governo Federal (Secom).
Partimos do que o público já vive nas redes. Com sondagens anônimas, rodas de conversa, casos reais e dados, a turma investiga a própria realidade digital, checa fontes e levanta evidências. Gênero e raça entram como lentes de investigação.
Com as evidências reunidas, a turma dá nome aos problemas. Analisa o funcionamento das plataformas, dos algoritmos e da inteligência artificial, conhece as leis que protegem as pessoas nos ambientes digitais e identifica os sinais de cada violência. É o momento de entender por que a desinformação e o discurso de ódio circulam, quem lucra com eles e como afetam de forma desigual meninas, mulheres e pessoas negras.
O aprendizado se transforma em ação. Os participantes exploram linguagens digitais e criam campanhas sobre diversidade e segurança digital coletiva. Nesse processo, deixam de ocupar apenas o lugar de usuários da tecnologia e passam a se reconhecer como autores e produtores de conteúdo nos ambientes digitais.

Pedagogo e doutor em Educação. Coordenou ações nacionais de Letramento Digital do Ministério da Cultura.
Historiadora, educadora e pesquisadora de mestrado pela UFPR. Investiga processos de construção de imaginários da juventude e tecnopolíticas.
Historiadora, educadora e pesquisadora de mídias digitais, com atuação em diagnóstico, monitoramento e análise de dados aplicados a projetos sociais.
Quer levar uma oficina, curso ou palestra para sua escola, sindicato, organização ou município? Fale com a gente.